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Lisboa/Eleições

Candidaturas querem devolver Lisboa a roteiro de exposições itinerantes internacionais

 

Lisboa, 30 Mai (Lusa) - Lisboa deve ser colocada na rota das grandes exposições internacionais, defenderam hoje num debate vários representantes de candidaturas às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa.
Na tertúlia "É a Cultura, Estúpido!", organizada pelas Produções Fictícias no Teatro Municipal de São Luís, a representante da lista do CDS encabeçada por Telmo Correia, Teresa Caeiro, defendeu a necessidade de Portugal "regressar ao roteiro das grandes exposições itinerantes", afirmando que desde a cedência do Centro Cultural de Belém para a colecção Berardo, a capital ficou fora do circuito.
A candidata socialista Helena Freitas, integrada na lista liderada por António Costa, considerou também uma "prioridade fazer com que as exposições internacionais cheguem a Lisboa".
Falando pela lista apoiada pelo Bloco de Esquerda que apresenta José Sá Fernandes como candidato à presidência da autarquia, David Ferreira defendeu que o próximo executivo deverá "redesenhar o mapa dos museus da cidade, fechando, fundindo uns com outros e abrindo outros novos".
"Lisboa não tem um museu do Mar ou um museu do Terramoto de 1755", exemplificou, advogando que a Câmara deve apostar em fazer de Lisboa a "grande capital da Lusofonia".
Teresa Caeiro avançou ainda com a proposta de aproveitar a ligação a Lisboa de figuras como Fernando Pessoa para criar circuitos dedicados a explorar a vivência lisboeta do poeta.
Pela lista do PSD, Teresa Leal Coelho afirmou que o programa da lista social-democrata, encabeçada por Fernando Negrão, visará a qualificação e formação, a promoção dos valores da identidade nacional e a valorização de Lisboa como uma capital europeia.
Filipe Diniz, representante da lista da CDU criticou a opção defendida por executivos anteriores de apostar em "hotéis de charme" para zonas como a Baixa, afirmando que Lisboa é neste momento "uma cidade rarefeita no plano económico e cultural".
Manuela Júdice, da lista da independente Helena Roseta, afirmou que o importante para o próximo mandato é "utilizar os meios disponíveis, os bens culturais móveis e imóveis da Câmara, dando vida ao que existe".
APN

Fonte:Lusa/fim